Directory.

Registro de confiança para ecossistemas Open X

Qualquer um pode alegar que é um participante. O Directory é onde isso é conferido.

Um registro de confiança para Open Finance, Open Insurance, Open Health — qualquer ecossistema onde instituições precisam provar quem são antes de entrar.

/Por que existe

Toda regulação "Open X" esbarra na mesma pergunta antes de qualquer coisa funcionar: quem, exatamente, pode participar desta rede? Normalmente a resposta mora numa planilha — atualizada manualmente, confiada por convenção, conferida por telefone. Isso não escala além dos primeiros participantes, e não se sustenta quando o que está em jogo são dados financeiros ou dinheiro de verdade.

O Directory é a alternativa: um registro onde a identidade, os certificados e as capacidades de cada participante são reais, conferíveis e públicos — não arquivados e aceitos por confiança.

/De onde veio

O Directory nasceu dentro de um piloto real de pagamentos — conectando instituições de verdade, em mais de um país, com transações reais em jogo. Precisava de um registro de confiança desde o primeiro dia, então ganhou um construído de verdade: PKI real, mTLS real, registro dinâmico de clientes real — nada de simulação no lugar da coisa de verdade.

Ficou claro que o problema não era específico daquele piloto. Qualquer ecossistema "Open X" — Open Insurance, Open Health, o que vier depois — precisa exatamente da mesma peça de infraestrutura. Então o Directory cresceu além do programa onde nasceu e virou projeto próprio: livre pra rodar sozinho, por qualquer um construindo o próximo.

/Como funciona

01

Provar

O auto-cadastro dispara uma chamada mTLS real contra o endpoint de registro dinâmico de cliente declarado pela instituição (RFC 7591), apresentando um certificado emitido pela própria CA do Directory e um software statement assinado — mais uma leitura real do JWKS da instituição. Nada é aceito só porque foi declarado.

02

Ser listado

Uma vez que as duas checagens passam, os authorisation servers, certificados X.509 e software statements da instituição são publicados numa API pública e versionada — a mesma que todo outro participante e qualquer cliente do ecossistema consulta.

03

Ser resolvido por qualquer um

Uma única chamada GET não autenticada basta pra outro participante, ou o próprio software do ecossistema, resolver os certificados e capacidades de um participante. Sem lista fixa, sem consulta manual.

/Capacidades

Registro de participantes

Organisations, authorisation servers, certificados e software statements, publicados numa API pública e versionada — não um documento que circula por e-mail.

Autoridade certificadora

O Directory opera a própria CA. Certificados X.509 são emitidos, rotacionados e revogados — nunca apenas declarados num formulário de cadastro.

Registro dinâmico de clientes

A validação funcional faz uma chamada real RFC 7591 contra o endpoint de registro declarado por cada participante antes da ativação, junto de uma leitura real do JWKS.

Tokens vinculados a certificado

Sessões e credenciais de serviço podem ser vinculadas ao thumbprint SHA-256 de um certificado de cliente (RFC 8705). Um token Bearer vazado sozinho deixa de bastar depois do vínculo.

/Pra quem é

Reguladores e operadores de ecossistema

Coloque um registro de confiança de pé pra um programa Open X sem construir do zero a PKI, a validação de DCR e a API de registro.

Bancos e instituições financeiras

Cadastre-se uma vez; certificados, authorisation servers e capacidades ficam resolvíveis por qualquer outro participante via a API pública.

Desenvolvedores integrando Open Finance

Resolva identidade e capacidades de participantes por uma única API, em vez de manter uma lista fixa.

Outras iniciativas Open X

O mesmo problema de registro de confiança vale pra Open Insurance, Open Health e qualquer ecossistema comparável — a implementação não é específica de uma regulação.